sábado, 25 de outubro de 2014

Clube Mamãe Box é bom?


Escrevi este post para falar da minha experiencia com o clube mamãe box.

A proposta do clube, segundo o site é que ao associar-se você receba mensalmente “uma “box” com uma seleção exclusiva de 3-4 itens surpresas entre produtos e serviços do mercado materno infantil”. Assinei o Clube Mamãe Box em 29/09 por 6 meses + 1 grátis + frete, e saiu por R$ 370.00 pagos por cartão de crédito a vista(não há opção de parcelar, se não me engano). Preenchi um cadastro no momento da assinatura falando sobre o tempo de gestação, o sexo do bebê, minha idade e algumas preferencias mais.

Pontos positivos:
Apesar de a unica forma de contato ser por email, a resposta não costuma demorar mais de 24hs e as respostas são gentis.

Pontos negativos:
1. Site é confuso. Após o preenchimento do formulário você não consegue mais visualizar os dados que preencheu, por exemplo.

2. Também não é possível encontrar no site detalhes de quando a caixa será enviada e do codigo para rastreio. Tem apenas um FAQ dizendo que a caixa será enviada no período de 30 a 40 dias úteis (que é um período enorme na minha opinião).

3. Não encontrei uma maneira fácil de fazer contato com o atendimento, como um numero de telefone por exemplo, no site tem apenas uma maneira de você enviar uma mensagem e aí, tem que ficar esperando a resposta por e-mail.

4. Recebi a primeira caixa após 40 dias, contendo: um potinho da moranguinho, uma fronha, um livro de historias de princesa, uma velinha, uma presilha e 3 amostras de Millar. Como vocês sabem, meu bebê é um menino… então os itens não serão utilizados. Além disso, por estar ainda na barriga não utilizaria um potinho plastico (que serviria por exemplo pra levar frutinhas ou lanches para escola ou outro lugar), nem lacinho, nem contaria histórias antes dos 6 meses…)

Conclusão: A iniciativa é interessante e diferente, mas o serviço ainda tem muito a melhorar. Minha experiência com a caixinha foi decepcionante, não apenas pelo conteúdo mas pela demora e a falta de informações fáceis no site. Quando pedi o cancelamento e estorno fui rapidamente atendida e prometeram enviar uma caixinha de menino, substituindo a anterior. A minha opinião é que a proposta da caixinha é interessante, podendo apresentar produtos que ainda não conhecemos, porém o valor é alto em comparação aos benefícios.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Repost: Pai, você precisa ler isso

Hoje eu me deparei com este post e parei pra ler duas, três vezes.
É daqueles textos que te dão um cachoalhão, sabe? Aqueles que incomoda ler. Conforme vai lendo, as histórias próximas vão pipocando na sua mente e dá até um embrulho no estômago.

Toda a minha admiração para a mulher que conseguiu transformar em palavras um assunto tão delicado, mas que precisa sim ser discutido, falado, pensado e entendido não só com a mente mas com o coração...

Um beijo e boa leitura!

Pai, você precisa ler isso



Escrevo com um misto de determinação no olhar e dedos e um nó na garganta. Olho para o cursor e  sei exatamente o que meu coração sente, mas sinto uma grande dificuldade em colocar aqui no papel. Ando colecionado casos de infidelidade e rupturas, no exato momento do puerpério das mulheres.
Esse não é um texto para mães, e sim para pais.
O nascimento de uma criança, para o homem é um momento de grande vulnerabilidade: a mulher está fechada em um novo mundo, seu corpo está em transformação, existe agora uma nova vida tirando o foco, até então só seu. Menos sexo, menos atenção, menos cafuné, muita novidade. Um turbilhão. Peitos enormes, mas cheios de leite e quase proibidos de serem tocados. Fraldas, roupinhas, visitas sem parar, telefone que toca, mas ninguém pergunta por você, e quando o fazem e sempre em tom de deboche e ironia.
De repente surge aquela colega de trabalho/academia, cheia de amor e atenção, e até simpática, pergunta pela esposa e filho. Lá se vão troca de mensagens, risos fáceis no almoço, trocas clandestinas de mensagens no banheiro. É uma janela de sol, em meio a tanta nuvem.
Quando chega a sua casa, criança chorando, mulher chorando, casa bagunçada. A vontade é de voltar  para o tempo de alegria, que aquela lá é capaz de oferecer. Ela está centrada, cuidando da carreira, têm tantos assuntos divertidos, sempre novidade para dividir, as horas passam tão depressa, nem parece justo. Magra e linda também. Exala um quase irresistível convite para o sexo interminável.
Aquela criança lá chorando, não é seu/sua filho(a)? Aquela mulher chorando (hormônios, medos, inseguranças, cansaço) não é o amor da sua vida? Não é um sonho se realizando? Você não pediu tantas vezes essa criança?
O puerpério não é fácil para a mulher e nem para vocês homens e boa parte de nós, mulheres, sabemos disso. E você pai, sabe o que acontece com uma mulher, assim que o filho nasce, e que finalmente você se sente pai? A gente morre. No parto, quando o filho nasce, a mulher que existia até ali morre, e estamos passando por um intenso e nada fácil processo de transformação em alguém que nem sabemos quem será. Especialmente, quando é nossa primeira vez.
Nosso corpo precisa de um tempo para voltar ao que você denomina de “normal” e não fazer sexo agora tem muito mais a ver com hormônio do que  vontade própria. Muitas das vezes que choramos, não é frescura, são os hormônios que estão se regulando. Agora a vida está nos braços e não mais dentro de nós, isso é uma diferença gigantesca, e ainda que pareça óbvia, existe uma infinidade de publicações sobre como cuidar do bebe, mas quase nenhuma sobre como cuidar da mãe ou do relacionamento, neste momento tão delicado, tão cristalino.
O instinto materno é primitivo, então o que fazemos é proteger o filhote de quem quer que seja, e esperamos do macho a  proteção do lar.
Então o que precisamos é que você nos proteja, não só pagando as contas, nos dando alimento e comprando fraldas.  Precisamos que você comece a nos proteger de você mesmo, da sua vontade de nos abandonar e ir para o riso fácil e encantador que está lá fora, e de tudo que pode parecer colorido e mágico. Lembre-se que essa família, ainda que lhe pareça muito diferente do comercial de margarina e novelas, ela precisa de você. Quanto mais você focar na gente, mais colorido e mágico aqui se tornará e você poderá vivenciar a plenitude da paternidade, sem precisar de alguma “muleta” para passar por essa fase.
Uma vida chegou ao mundo e o que você está fazendo por essa vida? Você consegue perceber todo o desequilíbrio que você está provocando? Um momento tão delicado para a mãe que acabou de receber uma vida, e que de repente vê a sua família sendo ameaçada. O processo da amamentação é prejudicado, sabia?Amamentar não é um processo mecânico de ordenha, e sim emocional.  A criança apesar de estar fora da barriga da mãe, ainda é uma extensão das suas emoções, você sabia? Aquela nova mulher apesar de toda a transformação, te ama ainda mais por esse ser lindo que ela agora é mãe, sabia?
Percebe pai, que não é apenas a mãe que sofre com toda essa história?
Para você mulher que está a provocar esse tipo de desequilíbrio em uma família, que você seja capaz de se encher de luz e amor próprio e com isso tomar boas decisões, especialmente praticando o amor ao próximo, afinal, um dia, será você vivendo um puerpério.

fonte: http://vilamamifera.com/cafemae/pai-voce-precisa-ler-isso/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Experiências e resenhas


O blog é uma alternativa maravilhosa para expor opiniões e se relacionar com tanta gente nesse mundão de meu Deus. Já recebi quase 500 visitas nestes 15 dias de vida do blog e fico feliz em poder compartilhar pensamentos, opiniões e desabafos que podem ser quem sabe, o mesmo pensamento de outra pessoa.
Mais do que um espaço para meus surtos momentos, quero fazer deste espaço uma oportunidade para dividir as experiências que tenho com os produtos, serviços e toda a parafernália que utiliza uma mãe de primeira viagem (porque cá pra nós, não é pouca coisa!). Pra mim tem sido super util ouvir como foi com outras mamães, quais produtos elas utilizaram e o que acharam deles, mas em muitos casos não encontrei resenhas que me permitissem decidir optar ou não por um determinado produto/serviço.

Por isso a partir de hoje, vou incluir um cantinho do blog onde vocês poderão encontrar a descrição completa da minha experiência com produtos e serviços relacionados ao bebê ou à mamãe.

Espero com isso, contar como foi comigo para que você aí do outro lado possa decidir se será ou não útil pra você adquirir determinado item. E se você tem uma opinião sobre este ou aquele produto, manda pra cá que eu publico também!


Gostou? Logo, logo tem a primeira resenha!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Emoções de grávida


A maioria das mulheres sonha em ser mãe um dia. A gente brinca de boneca a infância inteira simulando um dia que acreditamos que vai chegar. Sonhamos com este dia, criamos um mundo fantasioso, lindo e perfeito. Já sabemos quem seremos quando tudo isso vier a realidade: protetoras, amorosas, fortes, guerreiras, independentes e carinhosas. Sabemos todos os erros dos nossos pais que não queremos cometer com nossos filhos. As vezes sabemos até o nome do nenê. Tudo pronto, falta só ele chegar.

Aí você descobre que tem uma vida crescendo dentro de você e todas as suas certezas se desmoronam. Aquela heroína que você tinha certeza que seria quando este dia chegasse, simplesmente não existe.Você descobre que esperou a vida toda por este dia e quando ele chega você é a mesmíssima pessoa, com os mesmos defeitos que você odeia, cometendo os mesmos erros, lidando com as mesmas questões emocionais de sempre e toda aquela força e confiança dão lugar a lágrimas e mais lágrimas…

Não importa se você planejou ou não este momento e por mais apoio que tenha, você continua totalmente despreparada para uma tarefa tão sublime e ao mesmo tempo complicada.

Por mais que algumas pessoas digam que este medo todo é normal, não alivia em nada. Aquela fragilidade se revela em todas as suas atitudes, quando se percebe exausta com atividades que faria numa boa, quando a saudade dos pais aperta demais ou quando sente uma necessidade absurda de um colo. Tudo isso está dentro de você e só você pode lidar com essas sensações.

O único conforto que encontro por hora é, claro, no carinho das pessoas ao redor e numa frase que ouvi um dia: “Quando nasce um filho, nasce uma mãe”. 

Será que é verdade?

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Tipos de parto - Quem é mais mãe?

Quando comecei a pensar mais a fundo sobre tipos de parto e como gostaria que fosse este momento pra mim, me deparei com uma situação horrorosa entre as mães: a competição entre quem é mais mãe dependendo do tipo de parto.

Por muitos anos a cesárea foi adotada no Brasil em números muito acima dos recomendados pela ONU. Era meio que o único tipo de parto. Necessárias ou não, muitas delas foram escolhas das mães e não apenas dos medicos. Não vou falar aqui se essas mulheres foram ou não induzidas a isso, ou se tinham todas as informações sobre os tipos de parto. Concordo que o médico deveria ser o primeiro a orientar sua paciente sobre os riscos, recomendações e tudo que envolve cada tipo de parto ao invés de procurar o que é mais conveniente pra si mesmo e que nem todos agem assim, exatamente por isso procurei um médico que tivesse o pensamento parecido com o meu, que respeitasse o que eu acredito. Meu intuito aqui é falar sobre algo que me incomoda muito e que não consigo entender, que é essa disputa sobre quem é "mais mãe ou menos mãe". Quero falar sobre a capacidade que temos (e deveríamos exercer) de respeitar a decisão do próximo.

Talvez eu não entenda porque nunca fui ativista, nem militante de causa alguma. Acho legal quem é, mas eu não sou. Sou adepta da liberdade de cada um fazer o que bem entende da própria vida e arcar com as consequências. Acho mediocre demais um ativismo que foca em si mesmo a ponto de acreditar que só é mãe de verdade quem teve o filho de parto normal. Já li por ai gente dizendo que só é mãe quem pariu, ou seja quem teve aquele parto normal/vaginal. Se foi cesárea, meu bem, você só passou por uma cirurgia.

Conheço também pessoas muito equilibradas sobre essa questão e sempre que posso eu faço uma perguntinha aqui, outra acolá. Gosto de ouvir o que essas mães tem a dizer. Elas passaram por um momento que eu em breve vou passar e sempre tem algum importante a dizer. Acho valioso demais ouvir alguém que sabe de um lado da historia que você não sabe.

Não é daí que vem o meu incomodo, não estou falando da defesa do tipo de parto por ter sido uma experiência muito boa, tranquila e bem pensada para mãe e bebê. Me refiro aqui a mentes que se fecharam a tal ponto, que tendo passado pela experiência mais maravilhosa da vida de uma mulher, tenham transformado seu aprendizado em uma causa que serve apenas pra se auto promover e desvalorizar outras mães. Feio demais, né?

Continuo me informando sobre os tipos de parto, sobre quando são indicados e quero poder contar a minha experiência a quem se interessar em ouvir. No entanto, jamais farei da minha experiência um modelo a ser seguido por todas as pessoas, mesmo que ela tenha sido a melhor experiência do mundo. Eu simplesmente não consigo viver num mundo de moldes prontos pra você se encaixar. Seria banalizar demais o que mais vale a pena nessa vida, que é o prazer de viver...